Quando o assunto é queda de cabelo (ou alopecia, na linguagem médica), é importante esclarecer que existem diferentes tipos, causas e tratamentos, e que esse é um problema que afeta homens e mulheres de maneiras distintas.
Então, quando você pergunta se “é possível evitar a
queda do cabelo?”, a resposta vai depender de qual tipo de queda estamos
falando.
Na grande maioria dos casos (cerca de 90%),
trata-se da chamada alopecia androgenética, causada por fatores
genéticos e hormonais, sendo esse o tipo que costuma causar a queda
definitiva dos cabelos, se não tratada a tempo!
Mas também existem outros tipos de queda de
cabelo e, para esses, as causas podem ser doenças autoimunes, processos
inflamatórios, estresse, uso de alguns tipos de medicações, carências nutricionais,
dentre outras.
A boa notícia é que, para esses tipos (não
genéticos) de queda de cabelo, a resolução do problema de
origem geralmente faz com que os cabelos voltem a nascer.
O primeiro passo para identificar o seu tipo de
alopecia e, consequentemente, a melhor forma de tratá-lo, é procurar um
dermatologista. É esse o profissional indicado para tratar a perda de
cabelo. Inclusive, quanto antes você fizer isso, maiores serão as chances de
obter um bom resultado.
No artigo de hoje, você vai conhecer os principais
tipos de alopecia se é possível evitá-las.
Eflúvio Telógeno
Para entender esse tipo de alopecia, precisamos
conhecer as três fases pelas quais nosso cabelo passa durante seu ciclo de
vida:
·
Fase
anágena: momento em que nosso
cabelo está crescendo. Esse período dura de 3 a 6 anos,
a depender de cada pessoa. Na maior parte do tempo, nossos fios encontram-se
nessa fase.
·
Fase
catágena: período de estabilização e
repouso dos fios. Momento em que já estão se preparando para cair. Essa fase
dura cerca de 2 semanas.
·
Fase
telógena: fase final do ciclo
capilar, durando cerca de 3 meses. Ao final desse período, o cabelo
naturalmente se solta e dá lugar a um novo fio. Assim o ciclo recomeça na fase
anágena.
Como vimos, na última fase do ciclo capilar o cabelo
cai naturalmente, numa média de 60-100 fios por dia. E isso é normal. Já nos
casos de eflúvio
telógeno, o cabelo passa a cair em uma quantidade muito
superior, cerca de 200-300 fios por dia.
Segundo a Sociedade Brasileira de
Dermatologia, esse tipo de queda está geralmente ligado a episódios de
estresse, infecções, dietas muito radicais, cirurgias (principalmente
bariátrica), uso de alguns tipos de medicamentos, dentre outras causas.
Nesses casos, o evento causador geralmente ocorre
cerca de 3 meses antes do início dos sintomas, que é o período que
leva a fase telógena do cabelo.
É possível
evitar?
Como são diversas as possibilidades de causa, não é
possível prever quando esse tipo de alopecia vai ocorrer e, consequentemente,
não é possível evitá-la. No entanto, você deve estar atento aos primeiros
sinais.
Caso perceba que têm ficado mais fios presos na
escova de cabelo, no travesseiro ou no ralo do banheiro, por exemplo, é
sinal de algo pode não estar bem com seu cabelo e que você precisa procurar
logo o dermatologista.
Felizmente, com a identificação da causa e o
tratamento correto, esse tipo de alopecia pode ser interrompida e revertida.
Alopecia
areata
Este tipo específico de alopecia se trata de uma alteração
inflamatória, que provoca a queda. Diversos fatores podem estar relacionados ao
surgimento ou à piora do quadro, como grandes traumas emocionais, problemas
físicos, infecções ou mesmo uma tendência genética.
Como característica, esse tipo de alopecia provoca
falhas circulares de cabelo, podendo ter diferentes características, como:
·
Areata em
placas: nesse tipo, as falhas
atingem alguns pontos localizados da cabeça ou, no caso dos
homens, também na barba.
·
Areata
total: nesse caso, o problema faz
com que todo o cabelo da cabeça caia.
·
Areata
universal: em alguns pacientes (cerca
de 5% dos casos), a alopecia provoca a queda dos pelos de todo o corpo.
Almirall Labs
Felizmente, assim que o processo inflamatório é
interrompido, os fios voltam a crescer. No entanto, pacientes que
já apresentaram algum quadro, podem voltar a ter novos episódios, não sendo
possível prever seu surgimento.
A aparência desse tipo de alopecia pode levar
algumas pessoas a confundi-la com alguns problemas de pele, gerando isolamento
social e sofrimento na pessoa afetada. No entanto, é importante lembrar de
que não se trata de uma doença contagiosa, e sim autoimune.
É possível
evitar?
Como a alopecia
areata não tem uma causa muito definida, não há formas de
ser evitada.
No entanto, como esse tipo de queda está
relacionada a reações autoimunes, caso você tenha esse tipo de diagnóstico
definido, mantenha um controle médico mais próximo, para evitar crises e,
consequentemente, episódios de queda de cabelo.
Além disso, sabe-se que o estresse pode
desencadear quadros autoimunes e inflamatórios, que estão associados à
alopecia areata, sendo indicado sempre controlar seu estresse no dia a dia.
As opções de tratamento vão depender da extensão da
perda, da área afetada e da idade do paciente.
Caso perceba esse tipo de perda de cabelo, procure
logo um dermatologista. Ele será capaz de diagnosticar o quadro e indicar o
melhor tratamento, que pode ir desde o uso de medicações, aplicações injetáveis
de corticoide, ou o acompanhamento em conjunto com outra especialidade médica.
Calvície ou
alopecia androgenética
Representando mais de 90% dos casos, a calvície de
origem genética e hormonal está associada à ação da testosterona, sendo essa a
razão porque a maioria dos afetados são homens. Apesar de serem
menos afetadas, mulheres também podem apresentar o quadro.
Nos homens, os primeiros sintomas da perda dos fios
costumam aparecer no início da vida adulta, entre os 20 e 25 anos,
com o cabelo se tornando “mais ralo”.
Já nas mulheres, ocorrem principalmente após
a puberdade ou na menopausa, devido a mudanças hormonais, ou relacionada ao
quadro de ovários policísticos.
Ao contrário de outros tipos de queda, a calvicie é progressiva e não regride espontaneamente. À medida que avança, ela vai tornando os fios cada vez mais finos, até seu completo desaparecimento, caso não seja tomada alguma medida que interrompa o processo.
Nos homens, os primeiros sinais costumam ser
o aumento das entradas do cabelo, na parte frontal, ou a redução
dos fios no topo da cabeça. Nas mulheres, um dos primeiros sinais é um
aumento da linha média, ao dividir o cabelo, e também na parte
frontal da cabeça.
É possível evitar?
Como sua origem está diretamente ligada a questões
genéticas, não é possível mudar essa tendência, mas o tratamento
precoce pode atrasar os sintomas em até 10-15 anos e reverter o afinamento.
AGENDE UMA CONSULTA COM A NOSSA TERAPEUTA CAPILAR
Lucia Souza
WhatzApp (96) 981427155
Macapá Amapa



.jpeg)


.jpeg)

